Hi, guys! Novo capitulo! Eu sei, eu sei, Jackie + Alec = perfection. Eu sei, mas ainda não é agora, mas vai acontecer! LOL. Até lá, o Greg está "vivo" e ele e a Jackie ainda estão numa relação sooo...stuff like this might happen!

For a while, but it might *desculpem o inglês*
Agora, a sério, este - e o próximo também - são os meus favoritos. Acho que se nota o fervor com que eu os escrevi, e por isso é narrado pela minha querida Jackie ^^ Simplesmente amo estes capitulos finais.
Ainda não acabou, mas também só falta um, para a segunda parte!

Espero que gostem, que eu amo! Digam-me o que acharam deste episódio!
Beijinho!

E OBRIGADAAAA!

PS: Bolinha vermelha, ali em baixo já sabem o que significa, certo? Não é nada de extraordinário, mas mesmo assim..you've been warned.
PS2: Desculpem o tamanho. :S Tentei encurtar ao máximo.
XXI – PINK NIGHTMARE
OEu acordei de rompante, com um grito solto por instinto. Tinha o coração a bater a mil, suores frios a descer pelo corpo, estava a tremer e mal conseguia respirar. Olhei em volta e reparei onde estava. Parecia ser uma grande sala em forma circular, com pouca mobília e nenhuma decoração. As minhas costas estalaram, depois de muito tempo ali deitada naquele colchão velho.
Olhei em volta, vi uma pesada porta de metal que me levava para um corredor escuro e umas escadas a direita. Levantei-me da cama e reparei nas calças de ganga e t-shirt preta, que tinha vestido.
Agora sim, lembrava-me. Tinha pedido a Castiel para pôr-me a dormir, mas por quanto tempo? Já não me lembrava.
Caminhei para fora da sala, até as escadas que subi e deram a um outro andar. Vi uma sala cheia de livros, e outras coisas por ali espalhadas.
A casa era antiga, assim como a decoração. O papel de parede, descolava-se, estava manchado e em algumas partes, nem sequer havia. A casa, no geral, tinha sinais de abandono, mas era claramente habitada por alguém, uma vez que havia pó em cima de mobílias, garrafas de bebidas alcoólicas deixadas por ali, alguns papéis amarrotados que tinham caído no chão ao invés do cesto.
A cozinha, ficava mesmo ali ao lado, apenas separada por uma porta de correr, que agora estava completamente aberta, mostrando uns quantos pratos deixados no lava-loiças, comida e cadeiras desarrumadas.
A quanto tempo, aquela casa não levava uma limpeza a fundo? Chamei duas, três vezes e não se ouvia ninguém.
Não estava ninguém em casa.
Dirigi-me a porta e abri-a. O sol já não se via, a noite já caía e havia pouca luz, mas ainda conseguia ver onde estava e admito, estava assustada: Primeiro, porque a casa em si, quando reparei nela do lado de fora, era muito velha; Segundo, ficava no que parecia ser “nenhures”; Terceiro, os carros. Os carros velhos empilhados uns em cima dos outros, como cartas. Sem vidros, sem tinta, sem pneus, em cubos ou em bolas de metal.
Onde raio estava eu metida?
Comecei a percorrer, aquela extensão toda a procura de algo ou alguém que me indicasse o caminho. Os meus sapatos ecoavam sobre a gravilha a medida que me afastava da casa velha, para meio dos carros. Continuei a andar, a andar, a andar, cada vez mais carros a minha volta, as pilhas iam ficando mais altas e aquela visão ia tornando-se cada vez mais assustadora. Que sitio!
Subitamente, ouvi passos e parei. Vinham alguns metros á minha frente, de uma esquina. Pareciam ser dois homens numa conversa animada.
Instintivamente, comecei a andar para trás. Enquanto, as vozes se aproximavam.
Então, eu vi-os. Eram dois. Um mais alto e um outro um pouco mais baixo. Os dois pararam a conversa animada e cravaram os olhos em mim em espanto.
Eu reparei nas armas que traziam nas mãos: shotguns. Eles repararam que eu tinha reparado. Olhei para as armas, depois para eles, os dois trocaram olhares. Os dois olharam para as armas, depois para mim. Na minha cabeça apenas uma palavra: Corre!
E, assim fiz, desatei a correr na direcção contrária
― JACKIE, ESPERA!
Não vi quem falava, só continuei a correr
― Boa, Sam!
Enquanto corria, os passos distanciaram-se. Pareciam ir em diferentes direcções. Eu simplesmente corria. Era, o que faltava! Ser perseguida por uns homens com armas empunhadas!
Nem sabia por onde ia, simplesmente corria por entre aquelas enormes estatuetas de metal. Corria sem parar!
Ia a esquerda, depois a direita, ia virar a esquerda outra vez quando eu vi um deles. O mais alto, parou a uns metros a minha frente.
― Pára, por favor…
Comecei a recuar, ia voltar a correr na direcção contrária, quando o outro mais baixo apareceu, ao lado do outro.
― Não é o que tu pensas.
Reparei numa pilha de pneus, que me separava deles. Queria travá-los, atrasa-los o suficiente para poder correr. Estendi a mão ás duas pilhas e senti algo. Era como se conseguisse sentir a essência dos pneus, estava muito longe, mas conseguia sentir a borracha nos meus dedos.
Com um pensamento, larguei essa essência e imediatamente a pilha de pneus caiu em cima deles.
Enquanto eles se livraram dos pneus, eu desatei pelo caminho que se abria a minha direita.
Raios!
Este cemitério de carros nunca mais tinha fim?
Ia a correr com toda a força, quando embati em algo duro e caí.
― Wow! ― Olhei para cima e vi-o. Agachou-se com o mesmo sorriso e tocou-me na cara. ― Olá, Jacks.
― Gregory! ― Exclamei. Ainda era um choque vê-lo á minha frente, mas de certo modo estava mais calma do que na primeira vez que o vira. Levantei-me de um salto e abracei-o com força. ― Eles vêem atrás de mim! Foge!
Comecei a puxa-lo.
― O quê? ― Greg deixava-se arrastar com alguma surpresa. ― Quem?
Vi aqueles dois aproximarem-se.
―
ELES!Gregory voltou-se para trás e fez-lhes sinal. Os outros pararam de correr, ficando a poucos metros. Gregory voltou-se para mim com um ar calmo.
― São os meus amigos: Sam ― Apontou para o mais alto. ― E, o irmão, Dean. ― E, depois para o mais baixo.
Os dois acenaram, mas eu mesmo assim não me senti calma.
― Eles tinham armas, Greg.
Gregory voltou-se para os irmãos e o mais alto, Sam, aproximou-se.
― Estávamos a descarregar a carrinha. O Bobby pediu para que limpássemos todas as armas.
O meu querido voltou-se para mim com um sorriso nos lábios.
― Eles são amigos. Pedi que cuidassem de ti, enquanto estava longe.
Olhei para os dois irmãos e abri o meu maior sorriso. O melhor que pude.
― Desculpem.
― Não faz mal. ― Disse o mais baixo, Dean. ― Como é que fizeste os pneus voar?
Gregory olhou para mim curioso.
― Fizeste voar pneus? ― Senti-me meio envergonhada e comecei a sentir um aperto no peito. Ia falar…― Rapazes, podem ir lá para dentro?
Os irmãos desapareceram por entre os carros de metal Assim que Sam e Dean se afastaram fui surpreendida por um beijo apaixonado de Greg. Foi intenso, caloroso e tão bom como das outras vezes. No entanto, não deixara de ser um pouco estranho e confuso. Quando nos separámos, os olhos de Greg estavam intensamente azuis, os lábios ainda molhados do nosso beijo. Eu reconhecia o olhar que o assolava; Era desejo. Greg levou o dedo a minha testa e percorreu lentamente, o espaço entre os meus olhos, a cana do meu nariz e a ponta, a seguir o espaço entre o nariz e o lábio superior. ― Adoro cada linha da tua cara. ― Passou o dedo pelos meus lábios. ― És tão linda, que me doí!
― Greg…
― Tens a noção do quanto significas para mim? ― Olhei para ele e o desejo que antes se deixava transparecer, agora era uma cortina triste. ― Quero que me prometas uma coisa, se algo me acontecer…
Ouvi passos na terra batida e quando nos voltámos vimos Alec. Ele mostrou-se surpreso por me ver e eu fiquei com um sentimento estranho. E, então, eu fiz algo que nunca me imaginara fazer. Nunca!
Larguei Greg, e impulsivamente, abracei Alec com força. Lancei-me num abraço apertado e doloroso. Estava feliz por vê-lo. Sim, era isso. Estava feliz...
― Hey, miúda. ― A voz, ao invés de sair divertida e calorosa como sempre, era tensa. E foi ele o primeiro a largar-me. ― Como estás? A soneca foi boa?
A maneira como ele falava mostrava tensão.
― Foi sim…― Perscrutei a sua face. ― Está tudo bem, Alec?
Ele olhou-me com atenção e logo a seguir olhou para cima do meu ombro. Não sei que resposta teve de Greg, mas de imediato, voltou a sorrir e…foi um sorriso meio falso.
― Sim…― Voltou a olhar para o primo e estendeu-lhe o que pareceu ser uma sacola de papel. ― Esqueceste-te disto. ― Greg, aceitou o saco. ― Já agora, acho perfeito. Ela vai adorar.
Olhei para os dois, havia algo ali.
Ia falar quando Cas se materializou a poucos passos de mim.
― CRISTO! QUE SUSTO, CASTIEL!
― Desculpa, Jacqueline. ― Reparei na moça ao seu lado, mas Castiel tapou-a com o seu corpo. ― Como estás? Lamento, teres ficado aqui mas…
― Sim, sim... ― Andei para o lado um passo e reparei outra vez na rapariga. Tinha um vestido preto curto, cheia de colares a volta do pescoço, uns saltos agulha e…bom, não era a rapariga típica. ― Quem é?
Ela chegou-se a frente.
― Rashiel.
― Anjo?
― Sim.
― Hum…Namorada?
― Do
Castiel? Não! Ele não é o meu tipo. ― Eu ergui a sobrancelha e Castiel olhou para ela surpreso. ― O meu tipo é outro…― Então, o seu olhar caiu em Alec, piscando-lhe o olho.
Este ficou estarrecido e nem sabia para onde se virar.
― Bom, eu vou-me…
― Já? ― Perguntei instantaneamente.
Alec olhou para mim surpreso.
― Sim. ― Respondeu. ― Sim, tenho que dormir. ― Aproximou-se de mim e deixou-me um beijo sentido na testa. ― Adeus, Jackie.
E, sem qualquer chance de resposta, desapareceu por onde veio. Observei-o a ir-se embora, sentindo um leve aperto no peito. Porquê que ele se ia embora? Voltei-me e Castiel sorriu, enquanto Rashiel acenou-me com pouca vontade e depois, os dois desapareceram.
Estávamos outra vez, dentro daquela sala agoniante. Greg sentou-se na cama e fez-me convite para me sentar ao seu lado.
― O que se passa contigo, hoje?
― Nada.
Olhei para Gregory com atenção, os seus olhos tinham uma estranha cortina de tristeza.
― O que se passa?
Gregory olhou para mim e encostou-se a parede.
― Sabes, o plano do Cas, resultou. ― Eu olhei para Greg. ― Hum, os arcanjos vieram, nós contámos a história mais maluca de sempre…― E resultou. Os arcanjos vieram, acreditaram e... ― assobiou. ― Voaram para as alturas.
Mesmo assim, eu não estava convencida.
― Hum, a sério? Então, porquê essa cara?
― Que cara?
― Essa. ― Apontei para o seu nariz e ele ameaçou morder-me. ― Aí! Estou a falar a sério! ― Empurrei-o contra a parede e Gregory riu-se tristemente. ― O que se passa? Diz-me!
― A verdade é que estávamos preocupados com uma coisa. E, ainda estamos, pelo menos eu, estou de certeza…
― O que é?
Ele aclarou a garganta.
― A Oxana, uma bruxa conhecida minha, disse-me que, ao contrário do que o Cas julga que…― Ele suspirou. ― o futuro não pode mudar, que tudo tem que acontecer vai acontecer. Se eu tiver que morrer eu vou morrer, quer seja agora ou mais tarde…― Eu fiquei com o sangue gelado. Quase não respirei. ― Calma, calma, são histórias de uma velha bruxa maluca.
― Mas, Greg…
― Jackie, pára vá! ― Beijou-me com todo o amor que conhecia. ― Não nos vamos preocupar com isso. ― Esticou-se e apanhou do chão a sacola de papel. ― Prendinha para ti.
― Achas que vais comprar a minha preocupação?
― Sim, principalmente, quando vires o quão bonito isto é.
Continuei a encara-lo com ar descontente. Ele escondia-me qualquer coisa! Escondia sim! Eu conhecia-o tão bem quanto a palma da minha mão e naquele momento, Gregory escondia-me algo!
Ele instigou-me para abrir o presente. E, eu assim fiz.
A abertura da sacola vinha colada com fita-cola, e assim que a afastei notei num tecido ás bolas. Olhei para Greg e ele fez sinal com o queixo para tirar. Coloquei a minha mão lá dentro e senti um tecido leve, puxei um bocado, depois tirei tudo e fiquei sem palavras: Era um vestido. Com duas alças finas, ás bolas pequeninas e com o rebordo virado para dentro, dando-lhe um ar abobadado.
Alec tinha razão, eu adorava e era perfeito.
― Veste-o. ― Pediu-me Greg.
Levantei-me e tirei a t-shirt, levei as mãos as calças e tirei-as. Estiquei a mão pedindo o vestido que tinha deixado em cima da cama, e Gregory hesitou.
Os seus olhos percorriam todo o meu corpo.
― Pensando melhor, não precisas de vesti-lo já. Adoro ver-te em roupa interior.
― Greg…
― Melhor! Tiras a roupa interior e vens deitar-te aqui, ao meu lado.
― Deixa de ser tarado e dá-me o vestido!
Ele sorriu. Agarrou o vestido e atirou-mo.
― Não desisto. ― Avisou ele sorridente. Eu coloquei o vestido e ficava-me uns cinco dedos acima dos joelhos, para além do que me assentava na perfeição. ― Não te esqueças dos sapatos.
Tirou da sacola uns sapatos pretos, aliás umas sabrinas pretas também as bolinhas.
― Quem é que te ajudou nisto?
― Ninguém. ― Greg sorriu. ― Não gozes, tenho óptimo gosto!
Calcei os sapatos e coloquei-me de costas.
― Falta o fecho. ― Greg veio até mim e subiu-me o fecho. Deixou-me um beijo no ombro e a seguir fez-me girar. ― Onde vamos?
― A um sitio muito especial. Hoje é o último dia de lua cheia e vamos ao cimo de um monte, podemos ver o lago e toda a cidade. ― Depois largou-me um beijo no pescoço. ― E, eu vou tentar outra vez.
Eu ri-me.
― Jovem, nem pensar que me vais tocar enquanto não me disseres o que se passa.
Ele riu-se também.
― Tu não me resistes, Jacqueline.
― Resisto sim. Repara nisto. ― Empurrei-o para longe e Greg caiu na cama.
― Vamos ver quem verga primeiro. ― Levantou-se da cama e puxou-me para fora da sala de ferro. Subimos as escadas e encontrámos os irmãos novamente na sala, cada um no seu canto a cuidar das respectivas armas ao som de rock clássico na rádio. Greg desapareceu para a cozinha. Novamente, senti-me envergonhada.
Dean assobiou.
― Estás muito bonita, Jacqueline. ― Elogiou-me Sam.
― Obrigada, rapazes. ― Olhei em volta. ― Desculpem, a cena dos pneus. Assustei-me.
― Ora, também eu me assustava se visse 2 matulões como nós, com armas, não é? ― Disse Sam sorridente. ― Não faz mal.
― Hum…Jackie…― Dean levantou-se. ― Sabes, que não podes andar a usar os teus poderes, dessa maneira, certo? É muito perigoso.
― Hummm…― Será que toda a gente sabe o que eu sou?! ― Foi mesmo sem querer…
― Pois, mas os arcanjos andam sempre de olho. ― Apoiou Sam. ― Sem falar nos demónios.
― Demónios?
Os irmãos trocaram olhares.
― Sim. Muitos. Demasiados. ― Disse Dean. ― É por isso que nos estamos a preparar, vamos atrás deles e saber, porquê que aqui estão.
Fiquei calada. Estariam ali por minha causa?
― Faz-me um favor, se vocês descobrirem o porquê da presença deles, dizem-me?
Os irmãos trocaram olhares.
― Claro que sim. ― Assegurou Sam com um sorriso simpático.
Gregory apareceu logo em seguida agitando umas chaves no dedo.
― Acham que o Bobby se chateia se eu levar o Gran Torino? ― Perguntou com um ar inocente.
― Hey! ― Greg tocou-me no ombro e regressei a realidade. Estávamos numa estrada deserta. Já a algum tempo e não havia nada do que escuridão a nossa volta. Gregory tinha as mãos no volante e conduzia a uma velocidade moderada. ― Estás bem?
― Fiquei preocupada.
― Com o quê, meu amor?
Com os demónios que rondavam por aí e que queriam a minha pele.
― Com aquilo que não queres que eu saiba.
Gregory riu-se.
― Já te disse que não se passa nada, miúda. És tão curiosa.
― Só estou curiosa quando me escondes qualquer coisa e adivinha, estás a esconder-me qualquer coisa. Uma coisa bem peluda! ― O sorriso de Gregory desvaneceu-se e soltou um suspiro sonoro. Ele ia falar, quando o carro soltou um estrondo e o motor começou a deitar fumo. ― Raios! ― Greg lá parou o Gran Torino a berma e saiu do carro. Levantou o capo, e ouvi-o a resmungar.
― O que aconteceu?
― O motor…― Baixou o capô. ― Pifou! Vamos ter que ir a pé.
Abri a porta do carro e saí.
― Falta muito?
― Não é já ali em cima..
Caminhamos em silêncio, para fora da estrada. Cortámos pela esquerda, passando pelas árvores e mato. Íamos sempre a subir, Greg guiava-me como se conhecesse aquele caminho melhor que ninguém. Chegámos rapidamente e a vista era de morrer.
Depois de tanta floresta, subimos um monte e lá em cima conseguíamos ver o lago em toda a sua dimensão como uma manta negra, a lua cheia gigante num céu limpo estrelado e ao longe as luzes da cidade. Uma vista mágica.
― Lindo, não é? ― Ele colocou-se atrás de mim, com os braços em redor da minha cintura e a cabeça encostada a minha. ― Sabes o que venho para aqui fazer? Penso em ti…
― Mentiroso.
― É verdade! ― Beijou-me na cabeça e apertou-me mais. ― És a mulher da minha vida, Jacks.
Eu separei-me dele e encarei-o de frente. Lá estava novamente aquela sombra de tristeza nos seus olhos.
― Porquê que tenho a sensação de que te estás a despedir de mim?
Ele calou a minha pergunta com um beijo apaixonado. Senti as suas mãos a percorrerem o meu corpo e rapidamente esqueci-me do que tinha dito antes. Era impossível resistir-lhe de que modo fosse.
Greg começou a empurrar-me para trás e encostou-me a uma árvore sem nunca parar de me beijar. Comecei a passar as mãos pelas suas costas, puxando-o para mais perto, as mãos de Greg, subiam pelo meu joelho acima.
― Greg, não…
― Sim…
Ele continuava a beijar-me e eu, simplesmente não resistia.
― Não vamos fazer…isto…aqui…
Vamos sim.
― Já fizemos uma vez, lembraste?
Foi bom!
― Estávamos bêbados.
Ouviu-o rir-se enquanto me beijava o pescoço.
― Não me digas que precisas de beber, para fazeres amor comigo. Apertou-me contra a árvore e eu fiquei sem ar.
Voltou a beijar-me com a mesma paixão e eu senti-me desarmada. Irritava-me o seu poder em mim, ele sabia exactamente onde tocar.
― Detesto quando fazes isto.
Mordeu-me o lábio. Pegou-me ao colo, desencostou-me da árvore e levou-me para um sítio menos iluminado. Caímos na terra, cheia de folhas e galhos. A nossa respiração era escassa, estávamos perdidos nos nossos beijos e carícias. Os seus beijos deixaram os meus lábios, passaram pelo meu queixo, pelo pescoço e perderam-se no meu peito. As suas mãos passeavam pelas minhas pernas afastando-as, e logo a seguir, subindo o meu vestido.
Eu puxei a sua t-shirt para cima e recordei o seu corpo; Uns braços torneados, um peito bem definido, umas costas em V bem tratadas. A sua pele cheirava bem. Cheirava a Greg.
Levei os dedos ao fecho das suas calças e ouvi Greg a rir-se no meu ouvido. Sacana sedutor!
Desfiz-me do cinto, do botão e a seguir do fecho. Estávamos prontos, para algo que fazíamos muitas vezes e de cada vez que era feito, era diferente e muito bom. Greg, era tudo o que uma mulher queria. Simplesmente perfeito.
E, quando nos fundimos um no outro, fui percorrida por uma sensação familiar e tão boa. E, Greg também. Os nossos movimentos eram lentos, em uníssono. Quando a primeira onda de prazer percorreu-me, veio em forma de um gemido. Greg, calou os que vieram a seguir, com os seus beijos fogosos.
As ondas de prazer vinham umas atrás das outras, era impossível calar a vontade de gritar ou gemer. E, Greg adorava ouvir-me gemer, sempre que dava um mais alto ele movimentava-se com mais força, para ouvir outra vez. Ás vezes, movia-se devagar, depois parava e contemplava-me. Depois começava outra vez.
Agarrei-me as suas costas, puxando-o para mais de perto e enrolei ainda mais as minhas pernas a volta da sua cintura; Queria-o mais. Queria senti-lo mais.
Ouvi-o a gemer, logo depois a dizer o meu nome de forma sensual e só me fez quere-lo ainda mais. Enterrou as mãos nos meus cabelos, como gostava de fazer e mordeu-me o pescoço de forma sensual. A sua língua percorreu toda aquela extensão, até aos meus lábios. Conseguia sentir o seu hálito quente contra a minha boca, enquanto gemia de prazer.
Eu não me conseguia controlar mais.
Os seus movimentos aumentaram e eu sentia o meu calor a aumentar. Larguei a terra e agarrei-me as suas costas, onde enterrei as unhas. Greg gemeu mais alto e os seus movimentos tornaram-se furiosos. Estava quase.
Não demorou muito e a onda de prazer maior veio. Greg fez o mesmo, consegui senti-lo a libertar-se; Os dois largamos gemidos de prazer.
Greg deixou-me cair em cima de mim e eu fiquei estendida no chão. Os dois estávamos ofegantes e suados devido aquele momento de prazer tão inóspito.
Ele olhou para mim e novamente vi aquela sombra de tristeza no seu olhar. Beijou-me com carinho na testa e eu abracei-o.
― Eu amo-te. ― Disse eu enquanto sentia o seu coração bater como um tambor contra o peito. Ouvi-o rir-se.
― Eu também te amo. ― Beijou-me o ouvido de forma sonora.
Depois, um outro som que não esperava ouvir, invadiu os meus ouvidos deixando-me tensa e a Greg também.
Eram palmas.
Lentas.
Acompanhadas por um passo lento também. Greg levantou-se imediatamente, eu segui-o. Ele olhava em frente, eu segui o seu olhar e vi alguém na sombra.
― Mostra-te! ― Ordenou Greg.
A figura avançou com os passos lentos. Trazia calças de ganga, uma camisa preta sobre uma verde escura. Era gordo, tinha óculos e cabelo espetado. Imediatamente, agarrei-me a Greg.
― Não pode ser…― Disse num sussurro. Subitamente tudo deixou de fazer sentido. Greg avançou um passo. ― Greg, não!
A figura olhou para o meu amado e sorriu ironicamente.
― Stephen? ― Perguntou Greg.
― Não…― Stephen revirou os olhos tornando-os negros. ― O Stephen não está. ― Greg voltou a recuar, agarrou-me pelo braço. ― Não vale a pena fugir! Estão rodeados! ― Olhei em volta e vi o total de 30 pessoas á nossa volta, de olhos negros e sorrisos ameaçadores. Stephen riu-se. ― Muito bem, vamos conversar, sim?
S122 – FINALE – COMBO by Castiel e Jackie.