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 THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)

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'Dee
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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Sab Jan 21, 2012 4:25 am

LOL calma, lá porque evolui não quer dizer que se casem! Very Happy Não te preocupes que terás a Jacks e o Alec...só não vai ser agora.
A Rashiel vai para outra pessoa *wink wink*

Ainda bem que gostaste!

Beijooooo! Very Happy
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Fox
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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Sab Jan 21, 2012 12:13 pm

Parei a meio da minha leitura apenas para dizer que adorei a conversa entre os primos! Aquela cumplicidade que apenas melhores amigos e irmãos de armas possuem é invejável!
Dee, dou-te os parabéns! Criaste uma história bastante coerente! O balanço do universo, as energias, tudo isso contrabalançado com anjos e demónios...
Gostei muito!
E agora vamos ver tudo a aquecer!

Beijinhos!

PS: Que é feito da mãe do Greg?! Lol, lembrei-me! Embarassed
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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Dom Jan 22, 2012 11:33 pm

Hi, guys! Pandora e Fox, muito obrigada pelos comentários! Quanto a mãe do Greg, ela aparecerá numa segunda parte. Uma mulher daquelas tem que voltar, não é!? ^^
Okay, novo capitulo a"voz" do Cas! Vamos lá saber que plano é este. Eu sei que é meio disparatado, mas eu tinha que "criar" algo. E por isso, tive esta ideia tehehehe
Espero que gostem! Beijinhos!

PS: Próximo episódio tem direito a bolinha vermelha *YES!*



XX – OPERATION: BACK TO THE FUTURE – FINAL DAY



As horas tinham passado depressa e a casa estava involta no silêncio. Contavam-se os segundos, até os arcanjos invadirem a casa. Corações batiam depressa, mãos tremiam secretamente e todos esperavam o melhor.
Rashiel ocupava agora a cama que Jacqueline ocupara horas antes, estava inconsciente desde a bocado. O seu aviso alarmara-nos a todos, deixando-nos a beira do precipício. O tempo escaseava e o pior é que eu não podia ajudar!
Os arcanjos desta altura, não sabiam do nosso plano. Nem imaginavam que eu era do futuro, por isso tinha que manter-me escondido ou todo o nosso plano ia por água abaixo e morreríamos. Tinha que manter-me o mais longe possível, afastado dos seus radares e sensores.
Enquanto estive longe, coloquei feitiços e advertências, assim o meu Eu desta altura e o Alec desta altura, manter-se-iam longe desta área.
Rashiel abriu os olhos e deu de caras comigo. Sentou-se rapidamente com um ar assustado.
― Tira-me daqui, Castiel.
Olhei para Rashiel. Com toda a certeza, ela era uma mais valia. Rashiel podia entrar e sair dos céus, ouvir conversa dos anjos sem ser notada, enquanto eu não podia.
― Não.
― Não?!
― Pelo menos, sem me dares algo em troca. ―
Ela olhou para mim, de cima abaixo e ajeitou o cabelo de forma provocadora.
― Bem, Castiel…
― Mas, não é isso que eu quero.
O seu sorriso desvaneceu-se.
― O que é então?
― Quero ver o que se vai passar, quando não estiver aqui.
― Simples, que tal deixares-te ficar, hein? ― Ela levantou-se de um salto. ― Podes ver com os teus olhos. ― Olhou em volta no chão. ― Onde estão os meus sapatos?
Estendi-lhe os sapatos pretos de salto fino, ela bufou, mas quando ia para apanha-los eu recuei a mão. Levantei-me da minha cadeira e enfrentei-a.
― Ajuda-me. Não te peço mais nada.
― Tu arrastaste-me para aqui! Como queres que te ajude?
― Por favor. Tu podes espreitar e eles não ligarão nenhuma.
Pedi no melhor dos tons. O ar de irritação de Rashiel pareceu desvanecer aos poucos.
― Tudo bem!
Estendi-lhe os sapatos.
― Obrigado.
Ela calçou os sapatos, sempre a resmungar para si mesma.
― Eu quero sair daqui, Castiel!
― Deixa-me só despedir deles. Sairemos em seguida.
Saí do quarto, deixando Rashiel sozinha com os seus resmungos. Desci as escadas e percorri o corredor até a sala. Assim que entrei, não a reconheci. Estava de pantanas, parecia que um bando de animais tinha passeado por ali, deixando tudo num estado apocalíptico.
Greg e Alec apreciavam as últimas cervejas do dia. Os dois sentados a um canto da sala.
― Castiel. ― Exclamou Gregory. ― O que achas? Se fosses arcanjo e visses isto, não achas o resto possível?
Eu olhei em volta, de facto aquilo parecia mesmo real. Como se algo tivesse realmente acontecido.
― Não sei, mas posso dizer que não acreditaria na vossa palavra se vocês aparecessem assim.
Alec riu-se.
― O que sugeres? Maquilhagem? Olha, que os anjos sabem logo distinguir sangue a sério de ketchup.
― Levantem-se. ― Os primos levantaram-se do chão. Eu aproximei-me e coloquei as mãos nas suas testas.
Eles recuaram imediatamente, como se tivessem sido queimados.
― O que raio fizeste? ― Perguntou Alec agarrado a sua barriga.
― Ferimentos de guerra. ― Anunciei. ― Dei-vos marcas da vossa suposta “briga”. Como tu mesmo disseste, têm que ser convincentes e nada melhor, do que o vosso próprio sangue.
Os rapazes trocaram olhares, ambos pareciam que tinha andado a trocar socos com uma parede de tijolos. Cortes profundos nos braços, nas mãos, feridas e marcas. Sangue nas roupas, algumas costelas partidas, mas nada de muito grave, apenas tinha que ser convincente o suficiente para os arcanjos acreditarem.
― Claro! ― Ironizou Gregory exibindo um sorriso ensanguentado. ― Temos que ser convincentes!
Passos agitados, vieram do andar de cima. Rashiel vinha a descer as escadas depressa.
― Castiel!
― Sim!
― Temos de ir. Eles estão a chegar.
― Eu sei. ― Olhei para os meus amigos e exibi o sorriso com maior confiança que pude. ― Ficarei de olhos em vocês, qualquer coisa e interviremos.
Rashiel olhou para mim com um ar confuso.
― “Interviremos”? Tu e quem, já agora?
Não lhe respondi de imediato, ela suspirou, agarrou o meu braço e os nossos pés abandonaram o chão.

Apenas paramos quando deixei os pés baterem numa superfície de cortiça envernizada. Olhei em volta e vi-me num espaço grande, de janelas altas, cobertas por cortinas brancas que deixavam transparecer o anoitecer.
Conseguia ver uma cama de casal ao canto, não muito longe uma mesa redonda com algumas cadeiras e almofadas espalhadas pelo chão, em cima da carpete branca. A cozinha ficava mesmo ali ao lado, apenas separada por um balcão.
Rashiel trancava as janelas, puxando os cortinados e deitando um pó vermelho no parapeito.
― O que é isso?
― Hoodoo. ― Esclareceu-me. ― Não deixa nada, nem ninguém entrar. Caso o plano der para o torto e os arcanjos descobrirem a minha pessoa, quero estar preparada!
― Desde quando um anjo segue rituais pagãos?
― Desde que lhe salvou a vida! ― Exclamou, voltando-se para mim. ― Eu sei que me julgas pelo meu recipiente…
― Não cabe a mim julgar.
― Mas fá-lo na mesma, eu consigo ver nos teus olhos, Castiel. ― Ela aproximou-se de mim. ― Mas, cada um tem os seus motivos e não vendo o meu corpo apenas por vender! …― Abriu um sorriso. ― O sexo é algo simplesmente divinal! Quando quero visto-me assim entro num bar e cobro, porque tenho contas a pagar. Como não estou no melhor lugar no ranking dos anjos, tenho que fazer pela vida aqui em baixo.
― Foste expulsa?
Ela riu-se.
― Não, ainda não. ― Voltou-se para janela. ― Estou suspensa.
― Porquê?
― Deixei o humano a minha guarda morrer, quando poderia ter feito algo para evita-lo. ― Passou para a janela seguinte. ― Portanto, estou numa licença de férias, até decidirem o que fazem comigo. Aproveitei, abandonei o meu antigo recipiente, a Carla e enverguei a Sonya. ― Voltou-se para mim com um sorriso. ― Sinceramente, acho que me fica bem melhor que uma freira, não achas? ― Girei sobre mim mesmo, observando o resto da sala. A porta não estava muito longe, também já estava trancada com o pó vermelho na soleira. A porta ao lado, deveria ser da casa de banho. ― Sabes, o que me salvaria? ― Eu voltei a encara-la. ― Entregar a Jacqueline e contar toda a verdade aos arcanjos. ― Fiquei tenso e olhei-a com um ar ameaçador, mas não tardou até Rashiel brindar-me com um sorriso matreiro. Pousou a lata com o pó vermelho e veio até mim. ― Relaxa, Van Damme. Não o vou fazer! Achas que tenho cara de queixinhas?
A luz cor-de-laranja desapareceu, a noite chegara.
― Está na hora. ― Disse eu. Voltei-me para Rashiel e os seus olhos castanhos pararam nos meus.
― Pronto?
― Sim.
Voltei-me para ela e instantaneamente, levei a mão a sua testa.
― Castiel, não é…
Toquei-lhe, mas nada aconteceu. Simplesmente nada.
― O que aconteceu?
― Nada.
― Porque não? ― Afastei a mão da sua testa e agarrei o seu braço. ― Mentiste-me, para poder tirar-te dali?
― Não! ― Ela largou-se. ― Simplesmente, procuraste no sítio errado.
― Como assim?
― Eu não sou um anjo convencional, logo isto. ― Tocou na sua testa. ― Não funciona! Senta-te, eu mostro-te.
― Onde?
― Na cama, esperteza! ― Rashiel apontou e eu aproximei-me da cama e sentei-me. ― Tira os casacos. ― Tirei a gabardine castanha e o casaco do meu fato, deixando-os de lado. ― Chega-te para trás e encosta-te. ― Estranhei, mas lá me sentei mais ao fundo da cama com as costas coladas á cabeceira. Rashiel tirou um elástico do pulso e amarrou o cabelo, tirou os sapatos, começando a caminhar na minha direcção. Subiu para cima da cama, com os joelhos no colchão e aproximando-se.― O que é que…?
― Shhh!
Rashiel sentou-se mesmo no meu colo, encaixando-se perfeitamente em mim. Senti uma pontada no estômago perante aquela posição.
― Rashiel…
Ela suspirou.
― Queres ou não?
Olhei para ela, o facto de tê-la no meu colo naquela posição deixou-me desconcentrado. Nem sabia o que fazer comigo.
― Sim.
― Óptimo! ― Rashiel levou as mãos nos lados da minha cara, chegou-se mais para frente e eu tentei disfarçar o facto daquela posição estar a deixar-me com calor. Ela estava tão bem encaixada!
― Uau, Castiel…― Rashiel olhou para mim com um sorriso nos lábios. ― Devo admitir que isto, é muito tentador.
Agarrei-a pelos braços e o seu sorriso desapareceu.
― A vida do Gregory e do Alecxander está em perigo, assim como o de toda a humanidade. Importaste?
― Tudo bem…― Ela voltou a ajeitar-se no meu colo e eu disfarcei o formigueiro que me assolou. Colocou as mãos na minha cara e eu nem sabia o que fazer com as minhas mãos. Acabei por coloca-las nas suas coxas, consegui ver o sorriso breve de Rashiel. ― Não largues.
Rashiel afundou os seus olhos castanhos nos meus e comecei a sentir-me leve. Era como se estivesse hipnotizado. Não conseguia desviar o olhar, ela guiava-me. Um zunido inundou os meus ouvidos, comecei a ver Rashiel desfocada, não demorou muito até sentir-me a cair e um estranho peso abateu-se no meu peito.

Era como se estivesse lá, naquela sala juntamente com Alec e Greg. Os dois exibiam ares de apreensão enquanto o tempo passava, e os últimos minutos de sol se mostravam. Apenas rezava para que aquela história louca desse certo, para que os arcanjos acreditassem e nos deixassem em paz, tempo suficiente para podermos voltar.
O essencial era manter Gregory vivo, por isso não podíamos cometer os mesmos erros: Não podíamos derramar sangue hoje. Não podíamos enfurecer os anjos. Eles tinham que acreditar.
Os dois ocuparam os seus lugares no centro da sala, mesmo no meio de todos aqueles destroços enquanto os corações batiam com força contra o peito. Cravaram olhos na porta de entrada.
― Cas…― Chamou Gregory. ― Se estiveres por ai, reza por nós, okay?
Eu sorri. Eles não podiam ver-me, mas eu estava ali sob uma capa invisível aos arcanjos e humanos. Apesar de, os arcanjos sentirem uma leve estranha presença,n mas nada de muito relativo.
O pôr-do-sol aproximou-se e quando chegou o momento indicado um estranho silêncio abateu-se, de maneira em que apenas se conseguiam ouvir os corações de Gregory e Alecxander. Não deve ter durado mais do que 10 segundos, e foi ai que a porta da frente saiu a voar. Com sorte, Alec desviou-se para o lado esquerdo, ou levaria com ela. Quando olharam lá para fora, viram sombras de branco aproximando-se.
Eram cinco.
― Grande merda, Greg.
― Mantêm a compostura, Alec.
Panathiel e Galadriel entraram na casa, e era como se subitamente, fossemos todos do tamanho de pequenas ervilhas. Atrás vinham mais três arcanjos, cujo nome escapava, mas que eram apoiantes da causa de Galadriel e Panathiel. Mesmo assim estava mais confiante do que seria de esperar, estes Arcanjos eram deste tempo, ainda não havia sinal dos Arcanjos do futuro. Até agora tudo bem.
― Ding dong. ― Disse Galadriel sorridente. ― Desculpem, a porta.
― Alecxander e Gregory. ― Perguntou Panathiel com um sorriso malicioso. ― Parece o nome de uma série policial dos anos 70.
― Galadriel e Panathiel, certo? ― Perguntou Alec. ― Parece o nome de duo musical gay da Áustria.
Panathiel avançou na direcção de Alec, mas Galadriel parou-o.
― Por favor, não derramemos sangue a menos que seja necessário, sim?
― Seus sacos de carne. ― Cuspiu Panathiel. ― Podemos matar-vos num estalar de dedos.
― Dá o teu melhor! ― Aliciou Alec. O ambiente ficou tão tenso que se podia cortar com uma faca. Comecei a temer pelos rapazes.
― Engraçado. ― Disse Galadriel sarcástico, com os olhos castanhos cheios de malícia. Olhou em volta atentamente. ― O que se passou, rapazes? Parece que um tornado sapateou por aqui. E, sem falar nas vossas figuras…estão uma lastima.
― Sim, também és lindo. ― Cuspiu Gregory.
Panathiel olhou-o como se o fosse esturricar naquele momento.
― Primeiro, respondam vocês a nossa pergunta: O que raio fazem aqui? ― Perguntou Alecxander cruzando os braços. ― Isto é uma festa privada.
― Não tanto quanto pensam. ― Aliciou Galadriel. ― Tivemos notícias de uma certa presença, vossa conhecida, nestas redondezas. Mais exactamente, aqui.
― Que presença? ― Perguntou Alec.
― Jacqueline Rosswell. Metade anjo, metade demónio. Diz-vos alguma coisa? Especialmente, a ti, Gregory…
Gregory e Alecxander olharam um para o outro, quem não os conhecesse acha-los-ia cheios de confiança, mas eu sabia que por debaixo de toda aquela prepotência e segurança, estavam dois miúdos cheios de medo.
― As notícias viajam depressa, primo.
― Com certeza. ― Gregory voltou-se para os arcanjos. ― Que noticias são essas, já agora?
― Sentimos focos de energia da Jacqueline aqui. ― Disse Panathiel com as mãos nos bolsos. ― Onde é que ela está?
― Entreguem essa abominação, nós iremos mata-la e deixamo-vos ir, como prova da nossa boa vontade. ― Disse Galadriel. Avançou uns quantos passos. ― Onde está?
Os primos trocaram breve olhares.
― Querem-na? Tudo bem. Está ali. ― Alec apontou para o que parecia ser uma urna, ali ao canto atrás deles. Panathiel aproximou-se, passando pelos rapazes, olhando-os de cima abaixo. Observou a urna, agachou-se e levantou a tampa.
― Cinzas. ― Disse em voz alta. Voltou-se para os primos. ― Vocês queimaram a Jacqueline?
Os primos voltaram-se um para o outro.
― Bom, não havia outra solução, não é Greg?
― Certo, Alec. Ela é que veio atrás de nós, não foi?
― Sim! Foi de loucos.
― Pandemónio.
― Sim!
Os dois voltaram-se para Galadriel, que os olhava com uma fúria desmedida. Alec e Greg estavam a levar aquilo tudo “numa boa” e poderia significar a sua morte.
― Expliquem-se. ― Pediu Galadriel no máximo da sua paciência.
― Bom, eu e o meu primo estávamos aqui na sala, a beber umas cervejas e na cavaqueira, como sempre! ― Disse Alec. ― Quando, a Jacqueline veio cá ter! Do nada, escancarou a porta e agarrou-me pelo colarinho, encostou-me a parede e começou a bater-me como se fosse louca…
― Certo! ― Prosseguiu Greg. ― Eu vim da cozinha, com mais cervejas quando a vejo agarrada ao primo. Já viram a cara dele? Ela ia matando-o.
― Pois ia…
― Socos atrás de socos, e eu aproximei-me tentado fazer com que ela o soltasse. Nada! ― Continuou Greg. ― Então, fui atrás da minha shotgun.
― Shotgun? ― Perguntou Panathiel, descrente.
― Sim, é uma arma! ― Explicou Alec brevemente.
― Enfim, eu atirei contra ela. ― Gregory apontou para a parede direita, onde viam marcas de balas e pingos de sangue. ― E, ao terceiro, quarto tiro ela parou. Largou o meu primo e atirou-me contra a parede. ― Apontou para a parede contrária, que mostrava marcas de quem tinha sido atirado com violência. ― E, começou a fazer a sua magia em mim. Eu senti as minhas entranhas a queimar de tal maneira…― Greg agarrou-se a barriga. ― Julguei que estivesse em fogo.
― E, eu para salvar o meu primo, agarrei na primeira coisa que vi. ― Alec apanhou uns cacos de uma garrafa. ― Pensei que fosse água benta, queria fazer aquela ceninha de fogo que vocês fazem, sabem? Mas, parece que era whisky. ― Largou o caco e olhou para os anjos. ― Acendeu-se como uma fogueira e acabou mais rápido que um estalar de dedos. Só sobraram as cinzas, para contar a história.
Os arcanjos trocaram olhares. Conseguia ver neles a dúvida, que pairava no ar.
― Lamentamos, mas era uma questão de sobrevivência. ― Iniciou Greg. ― Sabemos que vocês queriam a Jacqueline e trespassa-la com uma lança de prata e tal, mas…ela quis matar-nos e nós tivemos que nos defender.
Panathiel aproximou-se de Gregory, analisando cada fibra do seu ser com um olhar malicioso. Consegui ver, por minutos, Gregory tremer e o medo tomar contar do seu espírito.
― Não eras tu, que te ias casar com ela, Caçador?
Greg abriu um sorriso confiante.
― Sim.
― E, subitamente, mudaste de ideia em relação ao casamento? ― Panathiel voltou a perscruta-lo de cima abaixo com um ar de nojo. ― Um simples “não” bastaria.
― Deverias reconhecer um bom actor quando vês, Panathiel. Nunca estive apaixonado pela Jacqueline, queria apenas atrai-la para poder mata-la, salvar o mundo e ficar com a glória! ― Exclamou naturalmente. ― Claro, que tive que matar uns quantos de vós e uns quantos demónios também, mas admitam…aproximei-me, envolvi-a e agora matei-a. ― Devolveu o olhar nojo a Panathiel. ― Muito mais do que aquilo que vocês, alguma vez fizeram, com as vossas emboscadas, certo? ― Conseguia ver a raiva de Panathiel a subir-lhe. ― Ou é o facto de ser humano e ter matado a Jacqueline, que vos chateia…?
De repente, Gregory levantou voo e ficou colado a parede. Panathiel segurava-o com uma mão, parecia apertar Gregory que ia ficando roxo.
― Greg! ― Exclamou Alec.
― Para ai, miúdo! ― Alertou Galadriel. Eu comecei a ficar tenso, aquilo não deveria acabar em sangue e era p’ra ai que caminhava. Galadriel voltou-se para Alec, que ficara subitamente tenso, perante a asfixia lenta do primo. ― Sejamos honestos, sim? Não acredito numa palavra que aqui foi dita.
Ouvi o coração de Alec pareceu falhar um batimento.
― Porquê não?
― Vocês são humanos. ― Disse na sua voz cortante. Galadriel olhou em volta. ― Se assim dizem que, de facto, mataram a aberração que é a Jacqueline, porque será que ainda sinto a sua presença?
A pergunta de Galadriel apanhou-me desprevenido. Os arcanjos sentem o poder de Jacqueline, sentem o quão grande se torna e naquele momento, sentiam-na. Eles estavam desconfiados.
― Até parece que não sabes, que quando uma central nuclear é fechada, as radiações continuam a ser emitidas. ― Respondeu Alec. O olhar de Galadriel deixava processar aquela informação.
― Diz-me, onde está o Castiel?
Ao ouvir Galadriel dizer o meu nome senti-me a tremer. Pergunto-me se ele sabia que eu estava a ver toda a situação.
― Castiel? ― Perguntou Alec. Estendeu o dedo e apontou para um saco transparente, cheio de uma mistela vermelha, junto a porta. ― Esta ali. Ele apareceu a meio da luta e a Jacqueline estalou os dedos e…puff! Fez-se Castiel.
Galadriel olhou em volta, por momentos os seus olhos pararam em mim e eu julguei que ele me tivesse visto, mas logo a seguir ele continuou a perscrutar a sala a procura de respostas.
― Panathiel…― O outro arcanjo largou o Gregory, que caiu ao chão arfando. ― Vamos. ― Galadriel aproximou-se de Alec, o suficiente para os seus narizes se tocarem. ― Não vão a lado nenhum. ― Voltaremos.
E, do nada desapareceram.

Assim, que regressei a mim mesmo. Rashiel permanecia no meu colo, com um sorriso.
― Eles acreditaram.
Eu suspirei.
― Pois foi.
― Mas, não me cheira que tenham ficado totalmente convencidos. Galadriel é muito inteligente.
― Eu sei. ― Olhei para os olhos castanhos de Rashiel. ― Mas até eles descobrirem eu, os rapazes e a Jacqueline podemos voltar.
― Voltar? ― Rashiel saltou de cima do meu colo, ficando de pé a minha frente. ― Ao futuro?
― Sim.
― Tu não viste o que eu vi, pois não? ― Perguntou Rashiel cuzando os braços. ― Era o Galadriel que matava o Greg e agora ele esteve a ponto de ser morto pelo Panathiel.
― As coisas estão a mudar.
― Sim, mas não para melhor. Não vês, Castiel? Os arcanjos vieram um dia mais cedo, há relatos de demónios quando não era suposto haver, certo? ― Salientou Rashiel, eu concordei silenciosamente. ― Castiel, tens a certeza de que as mudanças que daqui virão para o futuro, serão boas?
A resposta fugiu da minha garganta. Nem eu tinha a certeza.

S1E21 – PINK NIGHTMARE by Jackie.
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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Seg Jan 23, 2012 5:46 pm

Hmmm cheira-me que eles fingiram foi acreditar... e esse futuro subitamente tornou-se num futuro bem pior que aquele em que eles já andavam metidos...

Bolinha vermelha no próximo cap? Bem, é da Jackie... acho que não vai ser com o Alec agora que o Greg anda por ali :(

Mas pronto, mostra mais!!!
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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Qua Jan 25, 2012 2:01 am

Hi, guys! Novo capitulo! Eu sei, eu sei, Jackie + Alec = perfection. Eu sei, mas ainda não é agora, mas vai acontecer! LOL. Até lá, o Greg está "vivo" e ele e a Jackie ainda estão numa relação sooo...stuff like this might happen! Very Happy For a while, but it might *desculpem o inglês*

Agora, a sério, este - e o próximo também - são os meus favoritos. Acho que se nota o fervor com que eu os escrevi, e por isso é narrado pela minha querida Jackie ^^ Simplesmente amo estes capitulos finais.

Ainda não acabou, mas também só falta um, para a segunda parte! Very Happy

Espero que gostem, que eu amo! Digam-me o que acharam deste episódio!

Beijinho! Very Happy E OBRIGADAAAA! Very Happy

PS: Bolinha vermelha, ali em baixo já sabem o que significa, certo? Não é nada de extraordinário, mas mesmo assim..you've been warned.

PS2: Desculpem o tamanho. :S Tentei encurtar ao máximo.


XXI – PINK NIGHTMARE
O



Eu acordei de rompante, com um grito solto por instinto. Tinha o coração a bater a mil, suores frios a descer pelo corpo, estava a tremer e mal conseguia respirar. Olhei em volta e reparei onde estava. Parecia ser uma grande sala em forma circular, com pouca mobília e nenhuma decoração. As minhas costas estalaram, depois de muito tempo ali deitada naquele colchão velho.
Olhei em volta, vi uma pesada porta de metal que me levava para um corredor escuro e umas escadas a direita. Levantei-me da cama e reparei nas calças de ganga e t-shirt preta, que tinha vestido.
Agora sim, lembrava-me. Tinha pedido a Castiel para pôr-me a dormir, mas por quanto tempo? Já não me lembrava.
Caminhei para fora da sala, até as escadas que subi e deram a um outro andar. Vi uma sala cheia de livros, e outras coisas por ali espalhadas.
A casa era antiga, assim como a decoração. O papel de parede, descolava-se, estava manchado e em algumas partes, nem sequer havia. A casa, no geral, tinha sinais de abandono, mas era claramente habitada por alguém, uma vez que havia pó em cima de mobílias, garrafas de bebidas alcoólicas deixadas por ali, alguns papéis amarrotados que tinham caído no chão ao invés do cesto.
A cozinha, ficava mesmo ali ao lado, apenas separada por uma porta de correr, que agora estava completamente aberta, mostrando uns quantos pratos deixados no lava-loiças, comida e cadeiras desarrumadas.
A quanto tempo, aquela casa não levava uma limpeza a fundo? Chamei duas, três vezes e não se ouvia ninguém.
Não estava ninguém em casa.
Dirigi-me a porta e abri-a. O sol já não se via, a noite já caía e havia pouca luz, mas ainda conseguia ver onde estava e admito, estava assustada: Primeiro, porque a casa em si, quando reparei nela do lado de fora, era muito velha; Segundo, ficava no que parecia ser “nenhures”; Terceiro, os carros. Os carros velhos empilhados uns em cima dos outros, como cartas. Sem vidros, sem tinta, sem pneus, em cubos ou em bolas de metal.
Onde raio estava eu metida?
Comecei a percorrer, aquela extensão toda a procura de algo ou alguém que me indicasse o caminho. Os meus sapatos ecoavam sobre a gravilha a medida que me afastava da casa velha, para meio dos carros. Continuei a andar, a andar, a andar, cada vez mais carros a minha volta, as pilhas iam ficando mais altas e aquela visão ia tornando-se cada vez mais assustadora. Que sitio!
Subitamente, ouvi passos e parei. Vinham alguns metros á minha frente, de uma esquina. Pareciam ser dois homens numa conversa animada.
Instintivamente, comecei a andar para trás. Enquanto, as vozes se aproximavam.
Então, eu vi-os. Eram dois. Um mais alto e um outro um pouco mais baixo. Os dois pararam a conversa animada e cravaram os olhos em mim em espanto.
Eu reparei nas armas que traziam nas mãos: shotguns. Eles repararam que eu tinha reparado. Olhei para as armas, depois para eles, os dois trocaram olhares. Os dois olharam para as armas, depois para mim. Na minha cabeça apenas uma palavra: Corre!
E, assim fiz, desatei a correr na direcção contrária
― JACKIE, ESPERA!
Não vi quem falava, só continuei a correr
― Boa, Sam!
Enquanto corria, os passos distanciaram-se. Pareciam ir em diferentes direcções. Eu simplesmente corria. Era, o que faltava! Ser perseguida por uns homens com armas empunhadas!
Nem sabia por onde ia, simplesmente corria por entre aquelas enormes estatuetas de metal. Corria sem parar!
Ia a esquerda, depois a direita, ia virar a esquerda outra vez quando eu vi um deles. O mais alto, parou a uns metros a minha frente.
― Pára, por favor…
Comecei a recuar, ia voltar a correr na direcção contrária, quando o outro mais baixo apareceu, ao lado do outro.
― Não é o que tu pensas.
Reparei numa pilha de pneus, que me separava deles. Queria travá-los, atrasa-los o suficiente para poder correr. Estendi a mão ás duas pilhas e senti algo. Era como se conseguisse sentir a essência dos pneus, estava muito longe, mas conseguia sentir a borracha nos meus dedos.
Com um pensamento, larguei essa essência e imediatamente a pilha de pneus caiu em cima deles.
Enquanto eles se livraram dos pneus, eu desatei pelo caminho que se abria a minha direita.
Raios!
Este cemitério de carros nunca mais tinha fim?
Ia a correr com toda a força, quando embati em algo duro e caí.
― Wow! ― Olhei para cima e vi-o. Agachou-se com o mesmo sorriso e tocou-me na cara. ― Olá, Jacks.
― Gregory! ― Exclamei. Ainda era um choque vê-lo á minha frente, mas de certo modo estava mais calma do que na primeira vez que o vira. Levantei-me de um salto e abracei-o com força. ― Eles vêem atrás de mim! Foge!
Comecei a puxa-lo.
― O quê? ― Greg deixava-se arrastar com alguma surpresa. ― Quem?
Vi aqueles dois aproximarem-se.
ELES!
Gregory voltou-se para trás e fez-lhes sinal. Os outros pararam de correr, ficando a poucos metros. Gregory voltou-se para mim com um ar calmo.
― São os meus amigos: Sam ― Apontou para o mais alto. ― E, o irmão, Dean. ― E, depois para o mais baixo.
Os dois acenaram, mas eu mesmo assim não me senti calma.
― Eles tinham armas, Greg.
Gregory voltou-se para os irmãos e o mais alto, Sam, aproximou-se.
― Estávamos a descarregar a carrinha. O Bobby pediu para que limpássemos todas as armas.
O meu querido voltou-se para mim com um sorriso nos lábios.
― Eles são amigos. Pedi que cuidassem de ti, enquanto estava longe.
Olhei para os dois irmãos e abri o meu maior sorriso. O melhor que pude.
― Desculpem.
― Não faz mal. ― Disse o mais baixo, Dean. ― Como é que fizeste os pneus voar?
Gregory olhou para mim curioso.
― Fizeste voar pneus? ― Senti-me meio envergonhada e comecei a sentir um aperto no peito. Ia falar…― Rapazes, podem ir lá para dentro?
Os irmãos desapareceram por entre os carros de metal Assim que Sam e Dean se afastaram fui surpreendida por um beijo apaixonado de Greg. Foi intenso, caloroso e tão bom como das outras vezes. No entanto, não deixara de ser um pouco estranho e confuso. Quando nos separámos, os olhos de Greg estavam intensamente azuis, os lábios ainda molhados do nosso beijo. Eu reconhecia o olhar que o assolava; Era desejo. Greg levou o dedo a minha testa e percorreu lentamente, o espaço entre os meus olhos, a cana do meu nariz e a ponta, a seguir o espaço entre o nariz e o lábio superior. ― Adoro cada linha da tua cara. ― Passou o dedo pelos meus lábios. ― És tão linda, que me doí!
― Greg…
― Tens a noção do quanto significas para mim? ― Olhei para ele e o desejo que antes se deixava transparecer, agora era uma cortina triste. ― Quero que me prometas uma coisa, se algo me acontecer…
Ouvi passos na terra batida e quando nos voltámos vimos Alec. Ele mostrou-se surpreso por me ver e eu fiquei com um sentimento estranho. E, então, eu fiz algo que nunca me imaginara fazer. Nunca!
Larguei Greg, e impulsivamente, abracei Alec com força. Lancei-me num abraço apertado e doloroso. Estava feliz por vê-lo. Sim, era isso. Estava feliz...
― Hey, miúda. ― A voz, ao invés de sair divertida e calorosa como sempre, era tensa. E foi ele o primeiro a largar-me. ― Como estás? A soneca foi boa?
A maneira como ele falava mostrava tensão.
― Foi sim…― Perscrutei a sua face. ― Está tudo bem, Alec?
Ele olhou-me com atenção e logo a seguir olhou para cima do meu ombro. Não sei que resposta teve de Greg, mas de imediato, voltou a sorrir e…foi um sorriso meio falso.
― Sim…― Voltou a olhar para o primo e estendeu-lhe o que pareceu ser uma sacola de papel. ― Esqueceste-te disto. ― Greg, aceitou o saco. ― Já agora, acho perfeito. Ela vai adorar.
Olhei para os dois, havia algo ali.
Ia falar quando Cas se materializou a poucos passos de mim.
― CRISTO! QUE SUSTO, CASTIEL!
― Desculpa, Jacqueline. ― Reparei na moça ao seu lado, mas Castiel tapou-a com o seu corpo. ― Como estás? Lamento, teres ficado aqui mas…
― Sim, sim... ― Andei para o lado um passo e reparei outra vez na rapariga. Tinha um vestido preto curto, cheia de colares a volta do pescoço, uns saltos agulha e…bom, não era a rapariga típica. ― Quem é?
Ela chegou-se a frente.
― Rashiel.
― Anjo?
― Sim.
― Hum…Namorada?
― Do Castiel? Não! Ele não é o meu tipo. ― Eu ergui a sobrancelha e Castiel olhou para ela surpreso. ― O meu tipo é outro…― Então, o seu olhar caiu em Alec, piscando-lhe o olho.
Este ficou estarrecido e nem sabia para onde se virar.
― Bom, eu vou-me…
― Já? ― Perguntei instantaneamente.
Alec olhou para mim surpreso.
― Sim. ― Respondeu. ― Sim, tenho que dormir. ― Aproximou-se de mim e deixou-me um beijo sentido na testa. ― Adeus, Jackie.
E, sem qualquer chance de resposta, desapareceu por onde veio. Observei-o a ir-se embora, sentindo um leve aperto no peito. Porquê que ele se ia embora? Voltei-me e Castiel sorriu, enquanto Rashiel acenou-me com pouca vontade e depois, os dois desapareceram.

Estávamos outra vez, dentro daquela sala agoniante. Greg sentou-se na cama e fez-me convite para me sentar ao seu lado.
― O que se passa contigo, hoje?
― Nada.
Olhei para Gregory com atenção, os seus olhos tinham uma estranha cortina de tristeza.
― O que se passa?
Gregory olhou para mim e encostou-se a parede.
― Sabes, o plano do Cas, resultou. ― Eu olhei para Greg. ― Hum, os arcanjos vieram, nós contámos a história mais maluca de sempre…― E resultou. Os arcanjos vieram, acreditaram e... ― assobiou. ― Voaram para as alturas.
Mesmo assim, eu não estava convencida.
― Hum, a sério? Então, porquê essa cara?
― Que cara?
― Essa. ― Apontei para o seu nariz e ele ameaçou morder-me. ― Aí! Estou a falar a sério! ― Empurrei-o contra a parede e Gregory riu-se tristemente. ― O que se passa? Diz-me!
― A verdade é que estávamos preocupados com uma coisa. E, ainda estamos, pelo menos eu, estou de certeza…
― O que é?
Ele aclarou a garganta.
― A Oxana, uma bruxa conhecida minha, disse-me que, ao contrário do que o Cas julga que…― Ele suspirou. ― o futuro não pode mudar, que tudo tem que acontecer vai acontecer. Se eu tiver que morrer eu vou morrer, quer seja agora ou mais tarde…― Eu fiquei com o sangue gelado. Quase não respirei. ― Calma, calma, são histórias de uma velha bruxa maluca.
― Mas, Greg…
― Jackie, pára vá! ― Beijou-me com todo o amor que conhecia. ― Não nos vamos preocupar com isso. ― Esticou-se e apanhou do chão a sacola de papel. ― Prendinha para ti.
― Achas que vais comprar a minha preocupação?
― Sim, principalmente, quando vires o quão bonito isto é.
Continuei a encara-lo com ar descontente. Ele escondia-me qualquer coisa! Escondia sim! Eu conhecia-o tão bem quanto a palma da minha mão e naquele momento, Gregory escondia-me algo!
Ele instigou-me para abrir o presente. E, eu assim fiz.
A abertura da sacola vinha colada com fita-cola, e assim que a afastei notei num tecido ás bolas. Olhei para Greg e ele fez sinal com o queixo para tirar. Coloquei a minha mão lá dentro e senti um tecido leve, puxei um bocado, depois tirei tudo e fiquei sem palavras: Era um vestido. Com duas alças finas, ás bolas pequeninas e com o rebordo virado para dentro, dando-lhe um ar abobadado.
Alec tinha razão, eu adorava e era perfeito.
― Veste-o. ― Pediu-me Greg.
Levantei-me e tirei a t-shirt, levei as mãos as calças e tirei-as. Estiquei a mão pedindo o vestido que tinha deixado em cima da cama, e Gregory hesitou.
Os seus olhos percorriam todo o meu corpo.
― Pensando melhor, não precisas de vesti-lo já. Adoro ver-te em roupa interior.
― Greg…
― Melhor! Tiras a roupa interior e vens deitar-te aqui, ao meu lado.
― Deixa de ser tarado e dá-me o vestido!
Ele sorriu. Agarrou o vestido e atirou-mo.
― Não desisto. ― Avisou ele sorridente. Eu coloquei o vestido e ficava-me uns cinco dedos acima dos joelhos, para além do que me assentava na perfeição. ― Não te esqueças dos sapatos.
Tirou da sacola uns sapatos pretos, aliás umas sabrinas pretas também as bolinhas.
― Quem é que te ajudou nisto?
― Ninguém. ― Greg sorriu. ― Não gozes, tenho óptimo gosto!
Calcei os sapatos e coloquei-me de costas.
― Falta o fecho. ― Greg veio até mim e subiu-me o fecho. Deixou-me um beijo no ombro e a seguir fez-me girar. ― Onde vamos?
― A um sitio muito especial. Hoje é o último dia de lua cheia e vamos ao cimo de um monte, podemos ver o lago e toda a cidade. ― Depois largou-me um beijo no pescoço. ― E, eu vou tentar outra vez.
Eu ri-me.
― Jovem, nem pensar que me vais tocar enquanto não me disseres o que se passa.
Ele riu-se também.
― Tu não me resistes, Jacqueline.
― Resisto sim. Repara nisto. ― Empurrei-o para longe e Greg caiu na cama.
― Vamos ver quem verga primeiro. ― Levantou-se da cama e puxou-me para fora da sala de ferro. Subimos as escadas e encontrámos os irmãos novamente na sala, cada um no seu canto a cuidar das respectivas armas ao som de rock clássico na rádio. Greg desapareceu para a cozinha. Novamente, senti-me envergonhada.
Dean assobiou.
― Estás muito bonita, Jacqueline. ― Elogiou-me Sam.
― Obrigada, rapazes. ― Olhei em volta. ― Desculpem, a cena dos pneus. Assustei-me.
― Ora, também eu me assustava se visse 2 matulões como nós, com armas, não é? ― Disse Sam sorridente. ― Não faz mal.
― Hum…Jackie…― Dean levantou-se. ― Sabes, que não podes andar a usar os teus poderes, dessa maneira, certo? É muito perigoso.
― Hummm…― Será que toda a gente sabe o que eu sou?! ― Foi mesmo sem querer…
― Pois, mas os arcanjos andam sempre de olho. ― Apoiou Sam. ― Sem falar nos demónios.
― Demónios?
Os irmãos trocaram olhares.
― Sim. Muitos. Demasiados. ― Disse Dean. ― É por isso que nos estamos a preparar, vamos atrás deles e saber, porquê que aqui estão.
Fiquei calada. Estariam ali por minha causa?
― Faz-me um favor, se vocês descobrirem o porquê da presença deles, dizem-me?
Os irmãos trocaram olhares.
― Claro que sim. ― Assegurou Sam com um sorriso simpático.
Gregory apareceu logo em seguida agitando umas chaves no dedo.
― Acham que o Bobby se chateia se eu levar o Gran Torino? ― Perguntou com um ar inocente.

― Hey! ― Greg tocou-me no ombro e regressei a realidade. Estávamos numa estrada deserta. Já a algum tempo e não havia nada do que escuridão a nossa volta. Gregory tinha as mãos no volante e conduzia a uma velocidade moderada. ― Estás bem?
― Fiquei preocupada.
― Com o quê, meu amor?
Com os demónios que rondavam por aí e que queriam a minha pele.
― Com aquilo que não queres que eu saiba.
Gregory riu-se.
― Já te disse que não se passa nada, miúda. És tão curiosa.
― Só estou curiosa quando me escondes qualquer coisa e adivinha, estás a esconder-me qualquer coisa. Uma coisa bem peluda! ― O sorriso de Gregory desvaneceu-se e soltou um suspiro sonoro. Ele ia falar, quando o carro soltou um estrondo e o motor começou a deitar fumo. ― Raios! ― Greg lá parou o Gran Torino a berma e saiu do carro. Levantou o capo, e ouvi-o a resmungar.
― O que aconteceu?
― O motor…― Baixou o capô. ― Pifou! Vamos ter que ir a pé.
Abri a porta do carro e saí.
― Falta muito?
― Não é já ali em cima..
Caminhamos em silêncio, para fora da estrada. Cortámos pela esquerda, passando pelas árvores e mato. Íamos sempre a subir, Greg guiava-me como se conhecesse aquele caminho melhor que ninguém. Chegámos rapidamente e a vista era de morrer.
Depois de tanta floresta, subimos um monte e lá em cima conseguíamos ver o lago em toda a sua dimensão como uma manta negra, a lua cheia gigante num céu limpo estrelado e ao longe as luzes da cidade. Uma vista mágica.
― Lindo, não é? ― Ele colocou-se atrás de mim, com os braços em redor da minha cintura e a cabeça encostada a minha. ― Sabes o que venho para aqui fazer? Penso em ti…
― Mentiroso.
― É verdade! ― Beijou-me na cabeça e apertou-me mais. ― És a mulher da minha vida, Jacks.
Eu separei-me dele e encarei-o de frente. Lá estava novamente aquela sombra de tristeza nos seus olhos.
― Porquê que tenho a sensação de que te estás a despedir de mim?
Ele calou a minha pergunta com um beijo apaixonado. Senti as suas mãos a percorrerem o meu corpo e rapidamente esqueci-me do que tinha dito antes. Era impossível resistir-lhe de que modo fosse.
Greg começou a empurrar-me para trás e encostou-me a uma árvore sem nunca parar de me beijar. Comecei a passar as mãos pelas suas costas, puxando-o para mais perto, as mãos de Greg, subiam pelo meu joelho acima.
― Greg, não…
― Sim…
Ele continuava a beijar-me e eu, simplesmente não resistia.
― Não vamos fazer…isto…aqui…
Vamos sim.
― Já fizemos uma vez, lembraste?
Foi bom!
― Estávamos bêbados.
Ouviu-o rir-se enquanto me beijava o pescoço.
― Não me digas que precisas de beber, para fazeres amor comigo. Apertou-me contra a árvore e eu fiquei sem ar.
Voltou a beijar-me com a mesma paixão e eu senti-me desarmada. Irritava-me o seu poder em mim, ele sabia exactamente onde tocar.
― Detesto quando fazes isto.
Mordeu-me o lábio. Pegou-me ao colo, desencostou-me da árvore e levou-me para um sítio menos iluminado. Caímos na terra, cheia de folhas e galhos. A nossa respiração era escassa, estávamos perdidos nos nossos beijos e carícias. Os seus beijos deixaram os meus lábios, passaram pelo meu queixo, pelo pescoço e perderam-se no meu peito. As suas mãos passeavam pelas minhas pernas afastando-as, e logo a seguir, subindo o meu vestido.
Eu puxei a sua t-shirt para cima e recordei o seu corpo; Uns braços torneados, um peito bem definido, umas costas em V bem tratadas. A sua pele cheirava bem. Cheirava a Greg.
Levei os dedos ao fecho das suas calças e ouvi Greg a rir-se no meu ouvido. Sacana sedutor!
Desfiz-me do cinto, do botão e a seguir do fecho. Estávamos prontos, para algo que fazíamos muitas vezes e de cada vez que era feito, era diferente e muito bom. Greg, era tudo o que uma mulher queria. Simplesmente perfeito.
E, quando nos fundimos um no outro, fui percorrida por uma sensação familiar e tão boa. E, Greg também. Os nossos movimentos eram lentos, em uníssono. Quando a primeira onda de prazer percorreu-me, veio em forma de um gemido. Greg, calou os que vieram a seguir, com os seus beijos fogosos.
As ondas de prazer vinham umas atrás das outras, era impossível calar a vontade de gritar ou gemer. E, Greg adorava ouvir-me gemer, sempre que dava um mais alto ele movimentava-se com mais força, para ouvir outra vez. Ás vezes, movia-se devagar, depois parava e contemplava-me. Depois começava outra vez.
Agarrei-me as suas costas, puxando-o para mais de perto e enrolei ainda mais as minhas pernas a volta da sua cintura; Queria-o mais. Queria senti-lo mais.
Ouvi-o a gemer, logo depois a dizer o meu nome de forma sensual e só me fez quere-lo ainda mais. Enterrou as mãos nos meus cabelos, como gostava de fazer e mordeu-me o pescoço de forma sensual. A sua língua percorreu toda aquela extensão, até aos meus lábios. Conseguia sentir o seu hálito quente contra a minha boca, enquanto gemia de prazer.
Eu não me conseguia controlar mais.
Os seus movimentos aumentaram e eu sentia o meu calor a aumentar. Larguei a terra e agarrei-me as suas costas, onde enterrei as unhas. Greg gemeu mais alto e os seus movimentos tornaram-se furiosos. Estava quase.
Não demorou muito e a onda de prazer maior veio. Greg fez o mesmo, consegui senti-lo a libertar-se; Os dois largamos gemidos de prazer.
Greg deixou-me cair em cima de mim e eu fiquei estendida no chão. Os dois estávamos ofegantes e suados devido aquele momento de prazer tão inóspito.
Ele olhou para mim e novamente vi aquela sombra de tristeza no seu olhar. Beijou-me com carinho na testa e eu abracei-o.
― Eu amo-te. ― Disse eu enquanto sentia o seu coração bater como um tambor contra o peito. Ouvi-o rir-se.
― Eu também te amo. ― Beijou-me o ouvido de forma sonora.
Depois, um outro som que não esperava ouvir, invadiu os meus ouvidos deixando-me tensa e a Greg também.
Eram palmas.
Lentas.
Acompanhadas por um passo lento também. Greg levantou-se imediatamente, eu segui-o. Ele olhava em frente, eu segui o seu olhar e vi alguém na sombra.
― Mostra-te! ― Ordenou Greg.
A figura avançou com os passos lentos. Trazia calças de ganga, uma camisa preta sobre uma verde escura. Era gordo, tinha óculos e cabelo espetado. Imediatamente, agarrei-me a Greg.
― Não pode ser…― Disse num sussurro. Subitamente tudo deixou de fazer sentido. Greg avançou um passo. ― Greg, não!
A figura olhou para o meu amado e sorriu ironicamente.
― Stephen? ― Perguntou Greg.
― Não…― Stephen revirou os olhos tornando-os negros. ― O Stephen não está. ― Greg voltou a recuar, agarrou-me pelo braço. ― Não vale a pena fugir! Estão rodeados! ― Olhei em volta e vi o total de 30 pessoas á nossa volta, de olhos negros e sorrisos ameaçadores. Stephen riu-se. ― Muito bem, vamos conversar, sim?

S122 – FINALE – COMBO by Castiel e Jackie.
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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Qua Jan 25, 2012 4:09 pm

OMGGGGGGGGGGGG!!!!! HE'S ALIVEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!

Jasus não podes terminar os capítulos assim que quase me dá um ataque do miocárdio! lolol.

Já sabia que ia dar me***! Estava-se mesmo a ver... vamos lá ver o que se vai passar a seguir. Cheira-me que o Greg vai novamente ter com a sua conhecida morte... :/

MAIS!
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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Qui Jan 26, 2012 11:24 pm

Oh Deus, mataste-me com a do Duo Gay da Áustria! Estou rendida ao Alec!
E os Arcanjos… Mas porque é que os criaste tão inteligentes? Porque é que vais tornar as coisas ainda mais difíceis? Estava a correr “bem”, eles estavam prontos a acreditar mas tu tinhas de complicar!

Estou com “medo”… Estás a dar demasiados maus presságios!

E… Esqueci-me totalmente que ele estava vivo! Oh, eu esqueci-me que o Stephen estava vivo!
E que vais fazer agora? Coitados! Depois deste momento tão apaixonado, vais matá-los?
Dee… Por favor… Mata-os!
Ahahaha, estou a falar a sério, gostava mesmo de sangue! De uma batalha infernal!
Dá-nos o resto, Dee!

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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Sex Jan 27, 2012 2:24 am

Hi, guys! Eu sei, eu sei, ando a postar um pouquito depressa, mas pelo menos até ao fim de semana, não haverá novo capitulo.
Quanto a este, eu nunca tinha reparado como era giganteeeeee...por isso, resolvi, cortar a meio. Acho que está um tamanho decente! É um epi combinado entre o Cas e a Jackie, so portanto há muita atenção.
Em relação ao Stephen, ele está morto...no futuro. Eles estão no passado, logo ele tinha que aparecer. (God, parece que estou num epi de Dr.Who *love it*)

Para quem não sabe, as armadilhas do diabo servem como prisões para os demónios, eles não conseguem sair de dentro do desenho, normalmente é feito em circulo e o demónio fica preso lá dentro. E, os demónios não suportam água benta, daí fumegarem. Ah e também o livro que o Sam lê, é um livro de exorcismo. (SUPERNATURAL GUIDE ON HOW TO BE A HUNTER, disponivel numa livraria perto de si. LOOOL XD)

Espero que gostem! Beijinhosssss!!!


XXII - FINALE – COMBO vol I

CASTIEL


Chegámos a casa de Rashiel, ela soltou o meu braço e afastou-se de mim. Fiquei contente por ver Jacqueline novamente de pé e bem. Senti o mesmo ao ver Gregory, ao seu lado. Senti a tensão clara entre Alec e Gregory, provavelmente em relação a Jacqueline. Nem quero pensar, caso ele soubesse dos meus sentimentos. Quer dizer…Nem eu me lembrava dos meus sentimentos. Era tanta coisa que nem, sabia o meu nome.
Encaminhei-me para a janela, enquanto Rashiel se movimentava pela casa. A lua lá em cima brilhava majestosa como sempre, acompanhada de um céu estrelado, mas notei em algo. Um leve circulo de luz vermelha a sua volta, quase imperceptível e apenas visível por alguém que prestasse muita atenção.
― Rashiel, chegas aqui, por favor? ― Ouvi-a caminhar e meteu-se ao lado com os olhos pregados em mim. ― Qual é a lenda que dizem sobre a lua, quando ela tem aquele circulo vermelho?
Rashiel olhou para cima e depois de alguns minutos, lá me respondeu.
― Bom, dizem que no mundo dos espíritos, que os bons e os maus defrontaram-se na lua. Vês, as crateras? ― Apontou. ― São as marcas dessa batalha. Os espíritos maus eram em maior número e venceram os espíritos bons e a luz vermelha em volta, é o sangue dos espíritos bons que morreram. ― Rashiel olhou-me alarmada. ― Castiel, isto é considerado um mau presságio, significa que algo mau está para acontecer, sangue vai ser derramado.
― Como assim?
― Não percebes? Os espíritos! Os espíritos maus são os Demónios e os bons, somos nós, os Anjos ― Olhei para a luz, o seu círculo vermelho estava carregado e o seu brilho era agora visível a qualquer um. ― Demónios e Arcanjos vão se encontrar hoje, Castiel.
Ficámos os dois em silêncio. Algo de muito mau ia acontecer. O sangue de alguém ia ser derramado hoje.
De imediato, um forte zunido veio aos meus ouvidos. Tão forte que me deixou desequilibrado por momentos e tive que agarrar-me a parede. Alguém chamava por mim, desesperadamente.
― Tenho que ir.
― Espera, eu vou contigo.
― Não, não…― Afastei-me dela. ― Eu não sei o que se passa, não pode ser nada bom. Talvez, tenha algo a ver com os demónios, por isso quero que fiques a escuta.
― Á escuta?
― Sim, dos arcanjos. Eles não tardaram a descobrir toda a verdade e quando isso acontecer, avisa-me.
― Okay ,mas Cas…
Nem ouvi o resto da conversa, abandonei aquele soalho de cortiça e poucos segundos depois, estava com os pés no soalho de madeira da casa de Bobby.
― Cas. ― Voltei-me e vi que estavam todos presentes: Bobby, Rufus, Sam, Dean e Alec. Este ultimo, tinha os braços cruzados ao peito e mandava-me um olhar severo.
― Demónios?
― Sim. ― Começou Sam. ― Eu e o Dean estávamos aqui a arrumar as armas como o Bobby tinha pedido. Aliás, eu saí para ir buscar umas quantas mais quando, olhei para o céu. ― Sam, cruzou os braços ao peito. ― Vi uma nuvem negra, grande e a movimentar-se muito rápido.
― Iam para Este e iam rápido. ― Explicou Dean
― Pois, voltei para dentro, p’ra avisar o Dean e seguimos a nuvem. ― Disse Sam. ― Eles sobrevoaram a cidade e acabaram por entrar no hospital, mais precisamente, na ala psiquiátrica. Fiquei em suspenso. Já era mau, estarmos perante demónios, quanto mais demónios que usavam o recipiente de uma pessoa louca. A maldade não tinha limites. ― Quando saíram, eram mais de 30, Cas.
― Sabem a localização?
― Melhor. Apanhámos um deles. ― Disse Rufus. ― O palhaço veio atrás de nós, mas nós apanhamo-lo primeiro. Está lá atrás…
Rufus liderou o caminho, fomos para as traseiras da casa, descemos as escadas e viramos a direita, ali a porta para a sala de metal estava a aberta. Sentado numa cadeira estava um matulão, com claros sinais de tortura.
― O que foi que ele disse?
― Não muito. ― Respondeu Rufus. ― Está armado em bom.
Eu olhei para o demónio e ele sorriu-me maleficamente.
― Isso é o que ele pensa…
Alec passou por mim dando-me um leve encontrão e entrou na sala.

JACQUELINE

Estávamos rodeados, Stephen permanecia a minha frente com o olhar agora castanho, mas ainda malévolo. Á nossa volta os demónios juntavam-se, quietos, mas atentos. Eu segurava o braço de Gregory, mantinha-o a uma distância segura de Stephen.
― Uau…― Ele abriu um sorriso. ― Eu, tenho que admitir, sou um apaixonado por cenas de amor. E, vocês são o meu casal favorito. Aquele momento vosso…Ui! Até a mim me deu vontade de amar outra vez…― Largou uma gargalhada sonora e os demónios em volta riram-se também. ― Nah! Não tenho tempo para essas mariquices, mas devo admitir, Gregory…achei que tivesses melhores movimentos.
― Cala-te ou... ― Avisou Gregory.
Stephen olhou para Greg com um sorriso maléfico.
― Ou o quê? Tu nem armas tens e as tuas palavras não me metem medo, por isso, cala-te. ― Stephen olhou para mim. ― A minha conversa é com ela. ― Ele avançou uns passos e eu recuei juntamente com Greg. ― Jackie, Jackie, Jackie…que bom conhecer-te…Demorou, afinal tive que esperar os arcanjos desaparecerem da zona, mas…Minha Nossa que, vale mesmo a pena!
― Arcanjos? Como sabes sobre isso?
― Eu sei tudo e mais alguma coisa. Eu sabia que estavas cá, no momento em que abriste os olhos. Não estás contente em (re)ver-me?
― Não.
Ele parou e olhou-me com espanto.
― Porquê? Pergunta ao Greg, sou boa pessoa…― Eu ia falar, mas Stephen interpelou-me. ― Acho que não causei muito boa impressão no futuro, hum? Mas, isso pode mudar se, jogares de acordo com as minhas regras.
― Eu sei o que tu queres: que eu aceite os meus poderes e vos guie na vossa batalha estúpida contra os arcanjos, para depois ganharem, soltarem o Lúcifer e trazer o fim de mundo!
Stephen olhou-me com atenção, de cima abaixo com clara curiosidade na cara, depois riu-se. Ouvi um burburinho crescer em redor e quando o riso de Stephen desvaneceu, assim se foram os murmúrios.
Stephen olhou para mim com uma estranha curiosidade e eu senti-me nua a sua frente. O seu olhar trespassava a minha alma.
― Bom, como já sabes o que quero, podemos passar a frente da cortesia, não é? ― Avançou uns passos. ― Tu vais aceitar os teus poderes. Vais usa-los. Vais deixa-los fluir dentro de ti e quando estiveres preparada vamos para Detroit.
― Porquê Detroit?
― Porque não? Em troca deixaremos todos os teus amigos, até aquele chato do Castiel e a nova amiga, a Rashiel em paz…― Olhou especificamente para Greg com um brilho estranho nos lábios. ― Não queremos derramar sangue hoje, certo?
― Porque iríamos confiar em ti? ― Perguntou Greg.
― Ora, Gregory! Sou o teu melhor amigo! As coisas que já vivemos juntos e tens problemas de confiança? Em mim? ― Perguntou como se fosse a maior das ofensas e com a cara mais falsa de sempre.
― Não és o Stephen. O meu amigo morreu, tu apenas ocupas o seu corpo como pequeno verme que és. ― A cara falsa de Stephen desvaneceu-se aos poucos. ― Portanto, vai-te lixar que da Jacqueline não recebes nada a não ser um pontapé onde o sol não brilha.
Stephen suspirou como se quisesse arranjar paciência e olhou para mim.
― Jacqueline, podemos fazer isto de forma muito fácil ou muito, muito difícil – tem em conta o que viste no futuro, sabes muito bem que eu posso ser mau. ― Aquelas palavras vieram contra mim. Apesar da voz de Stephen ser calma, escondia por debaixo uma clara ameaça e nem pensar que eu ia vergar. Eu não respondi, mas Stephen leu nos meus olhos. ― Okay…APANHEM-NOS!
Fomos separados por braços fortes. As minhas unhas arranharam o braço de Greg e fui puxada na direcção contrária. Perdi Greg no monte de braços que me segurava. Senti-me a ser encostada a algo duro e algo áspero enrolar-se no meu corpo. Quando libertaram a minha visão, Stephen estava a minha frente e atrás dele, Gregory estava amarrado a uma árvore. Olhei para mim mesma, e vi-me na mesma situação.
Olhei para Stephen e o seu sorriso maléfico acendeu-se juntamente com os seus olhos negros.
― Não durarás muito tempo neste jogo, Stephen.
― Acho que estás enrrada. Repara bem... ― Olhou para o céu e sorriu. ― Os arcanjos não apareceram aqui na minha presença, não são idiotas. Os teus amigos caçadores não põe o pé aqui, sem serem detectados e mortos, portanto…― Olhou para mim sorridente. ― Vocês estão sozinhos. Só há uma maneira de saíres daqui, Jacqueline e é dizendo que te entregas aos teus poderes.

CASTIEL



― DIZ-NOS OS QUE SABES! ― Ordenou Dean. O demónio largou uma gargalhada sonora e o caçador logo largou um balde de água benta em cima do corpo que logo fumegou. O demónio gritou, estrebuchou, praguejou para no fim se rir.
― O meu Mestre vai dar cabo de vocês.
― Qual mestre? ― Perguntou Dean novamente.
O demónio olhou para ele com os olhos negros.
― Bourus!
― Bourus? ― Perguntei curioso. ― Quem é esse?
O demónio riu-se maleficamente.
― Para vocês, ele é o Stephen…
Eu prendi a respiração. Alec que, permanecera calado ao fundo da sala, erguera os olhos para mim exibindo o mesmo receio. Tínhamo-nos esquecido de Stephen! Estávamos no passado, logo ele voltaria a atormentar Jacqueline.
Não era somente isso que me assustava, mas o demónio em si: Bourus era um demónio conhecido nos Céus pelos seus constantes massacres a anjos e inúmeras tentativas de soltar Lúcifer. Era o seu fiel seguidor e braço direito, irmãos no mal.
Bourus, era conhecido como Mestre do Escuridão,
― O quê que ele quer? ― Perguntou Sam. O demónio começou-se a rir. ― O que quer ele com a Jacqueline?
― Vai-te lixar!
Dean voltou a despejar um balde de água benta, imediatamente o demónio começou a berrar e a contorcer-se.
― Quer os poderes dela! ― Anunciou Alec, falando pela primeira vez. ― O Stephen quer leva-la como estandarte na eterna batalha contra os Arcanjos, mata-los a todos e entrega-los como sacrifício para poder tirar Lúcifer da jaula e destruir o mundo. ― Entrou na armadilha do diabo e contornou a cadeira onde demónio estava sentado. ― Ele até torturou-me para ver se a Jackie, conseguia de facto manobrar os seus poderes…― Olhou para mim. ― Coisa que ele conseguiu. Para poder salvar-me a Jacqueline, usou os seus poderes e matou o Stephen. ― Parou mesmo em frente ao demónio e olhou-o com toda a fúria. ― Mas o mesmo erro não se comete duas vezes. Nem pensar que o Stephen vai tocar na Jacqueline com um dedo que seja, morrerá antes disso…
O demónio aproximou a sua cara de Alec com os olhos negros.
― Isso não acontecerá. Não conheces o Bourus ou Stephen como vocês lhe chamam. É paciente, calmo o que o torna ainda mais perigoso. Irá tomar o seu tempo…― O demónio olhou em volta. ― Ele sabe do vosso plano para preservar a vida do Gregory, e irá usar isso como ponto de acesso. Irá faze-lo sofrer e a Jacqueline irá vergar. ― O seu sorriso aumentou. ― Digam adeus, ao vosso mundo.
― Ele não vai conseguir! ― Aliciou Alec. ― A Jacqueline é forte. E, não verga perante jogos baratos. Eu conheço-a.
― Não o suficiente. Bastam as palavras certas e ela vende-se mais rápido que gelado num dia de Verão. ― O demónio olhou em volta. ― Ele só precisa de uma brecha. Porquê acham que ele tem tantos demónios com ele? São sacrifícios.
― Sacrifícios?
― Sim. A Jacqueline, para soltar o seu poder, precisa de matar. Quanto mais matar, mais sangue derramar, mais forte ficará. ― O demónio cravou os olhos em Alec. ― E a Jacqueline, será a noiva perfeita para Lúcifer. A nossa Rainha.
O meu coração parou de bater. Então, Oxana tinha razão. Greg, estava destinado a morrer quer seja agora ou mais tarde.
O equilíbrio de Universo.
Tive que me encostar a parede, a minha boca começou a ficar seca e fui percorrido por tremeliques. Agora sim, tudo fazia sentido. Veio-me a memória a figura mistério no quadro de Karl, o Profeta e pai de Jacqueline, era Gregory. Ele ia despoletar tudo o resto. A sua morte era o gatilho para o final do mundo.
Olhei para Alec, li no seu olhar que ele fizera as mesmas contas que eu. Conseguia ver pura raiva nos seus olhos. Alec agarrou o demónio pelas bochechas, apertando-as. Aproximou a sua cara da do demónio, ficando apenas separados por uma fina cortina de ar.
― Onde está o Stephen?
O demónio não respondeu. Alec olhou para Sam. Eu fiz o mesmo e, vi Sam com um livro na mão, de imediato começou a ler e o demónio começou a estrebuchar…

JACQUELINE


Stephen estava entre nós, eu conseguia ver Greg a poucos metros de mim, com as cordas a volta do seu tronco perfeito.
― Jackie…― Chamou-me Stephen. Senti um calor estranho dentro do meu peito, que me fez cortar a respiração. ― Sentes isso? São os teus poderes a fazerem-se notar. Eles querem sair. A minha presença instiga-os a sair.
Senti-o a avançar na minha direcção, se eu pudesse embutir-me na árvore, para manter a distancia eu assim faria, mas não conseguia. E, aquele calor percorria-me toda.
― Jackie! ― A voz de Greg chamou-me atenção. Olhei para ele. ― Não oiças o que ele diz, meu amor. Não oiças. Luta contra isso!
O calor começava a sufocar-me. Sentia-me a suar por todos os poros. Encostei-me ao tronco de árvore e reparei na lua, tinha um círculo vermelho a volta. Nunca tinha visto aquilo.
Senti-me cheia de força subitamente, capaz de enfrentar tudo e todos. Olhei para Stephen e mostrei o meu melhor sorriso.
― É este o teu melhor? Amarrar-nos em árvores e ficares a andar a nossa volta, com esse discurso pateta? Não vai resultar, eu não vou aliar-me a ti, nem a ninguém…― Encolhi os ombros. ― Se eu fosse a ti mudava de estratégia.
Vi o olho de Stephen a tremer de raiva.
― Eu sou paciente.
― Ainda bem, porque daqui não levas nada.
― Todos temos o nosso ponto de ruptura.
― Eu não.
― Não? ― Perguntou Stephen surpreso. Começou a caminhar para trás aproximando-se de Gregory. ― Diz-me, achas mesmo que eu estaria aqui, se não tivesse ideias? Eu tive inúmeras oportunidades de te apanhar, sozinha, de guarda em baixa, mas não…Eu deixei o destino operar. ― Stephen encostou-se a mesma árvore de Greg, o meu coração começou a bater depressa. ― E, olha onde estamos! Com o teu mais-que-tudo amarrado a uma árvore, contigo sem chances de salva-lo e comigo, como foi que disseste? Ah…a andar a vossa volta! ― O demónio sorriu. ― Achas que algo de bom, vai sair daqui?
― Não tenho medo das tuas palavras.
Chutei com a voz firme, apesar do meu coração bater depressa e das palmas da minha mão suarem friamente.
― Tens razão. ― Stephen estendeu a mão, estalou os dedos e um demónio apareceu com uma faca em prata. ― Devias ter mais medo das minhas acções…― Levantou a faca e espetou-a mesmo na perna de Gregory. Ele soltou um grito imenso, agoniado e Stephen olhou para mim com os seus olhos negros. ― Então, em que ficamos, Jacqueline?
Olhei para Gregory, ele contorcia-se de dor, mas mesmo assim olhou para mim e abanou a cabeça. Ele queria que eu fosse forte. ― Por mim, tudo bem…― Stephen rodou a faca e Greg berrou ainda mais. ― Eu sou paciente.

CASTIEL


― ESTÁ NO TOPO!!!
― Pára! ― Pediu Alec a Sam e este parou o exorcismo. ― O que foi que disseste?
― Ele está no topo do monte, com a Jacqueline e o Greg. Ele seguiu-os e logo a seguir chamou-nos.
Alec olhou para mim e eu retirei-me daquela sala, ainda consegui ouvir a ordem de execução dada por Alec. O demónio iria morrer.
Subi as escadas e entrei na sala, precisava de me manter calmo. O destino do mundo estava na ponta da navalha, Jacqueline era forte, mas perante a tortura de Gregory temia vê-la vacilar.
Tinha que lá ir, tinha que parar com aquilo. Stephen tinha que morrer, antes que o pior acontecesse. Concentrei-me para materializar-me, mas nada aconteceu. Tentei novamente, mas consegui.
― Ele é demasiado poderoso. ― Disse uma voz atrás de mim. Voltei-me e vi Sam, que atirou o livro para o lado. ― Não te vais conseguir materializar ali, nem nós vamos aproximar-mos sem sermos notados.
― Temos que ir buscar a Jacqueline.
― Claro, claro que sim. ― Salientou Dean, logo atrás. ― Não será fácil. E, aviso-te tu também irás correr perigo. Os teus poderes, não devem funcionar com Stephen por perto, certo?
― Sim. ― Respondi vergonhosamente. ― Ele é maior que eu em todos os aspectos.
― Vais precisar de armas, então. ― Salientou Bobby. Aproximou-se da mesa e abriu uma gaveta, de onde retirou uma shotgun pequena, abriu outra gaveta e tirou munições. Estendeu-mas. ― Sabes usa-la?
― Sim.
Suspirei pesadamente, enquanto pegava na shotgun e colocava as balas dentro. A minha cabeça andava a roda. A última coisa que eu queria, era trazer o fim do mundo sob meu turno. Especialmente, quando poderia ter feito algo para evitar.
Pergunto-me se seria alvo da mesma benevolência que Rashiel ou iria ser imediatamente morto?
― A única solução é irmos de carro e rápido. ― Alec pareceu segundos depois. Trazia um ar decidido na cara, os seus olhos azuis não exibiam qualquer brilho apenas postura confiante e segura. Parecia ter amadurecido rapidamente, perante a tragédia. Notei que trazia os punhos cerrados, vermelhos e em ferida. Tinha sido ele a torturar o demónio. ― Venham munidos até aos dentes. Sam e Dean vão no Impala, Bobby e Rufus no Chavelle e tu, Cas…― Abriu a porta. ― Quero falar contigo.
Eu segui atrás de Alec, ele percorreu uma boa distância até estarmos longe o suficiente da casa e de ouvidos alheios. De repente, pegou-me pelo colarinho e encostou-me ao carro.
― Ouve-me, está tua ideia correu mal desde o inicio…
― Alec…
― CALA-TE! ― Ordenou-me. ― Se alguma coisa acontecer a…― A voz escapou-lhe, mas logo ficou firme outra vez. ― Se alguma coisa acontecer a Jacqueline, é melhor saíres-me da frente, Castiel ou nem sabes o que sou capaz de te fazer! ― Largou-me com violência. ― Mete-te no carro!

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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Sex Jan 27, 2012 2:10 pm

Ah ok, claro! Esqueci-me que eles ainda estavam no passado! Dah! Mas pronto, já vi que não fui a única a esquecer-me, já que os meninos Alec e Castiel também se esqueceram desse mesmo pormenor :x

Será que eles vão chegar a tempo de salvar a Jackie de cometer algum erro? É que cheira-me que o Greg não se safa desta... :/
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MensagemAssunto: Re: THE GUARDIAN OF YOUR SOUL Book I (rated+18)   Dom Jan 29, 2012 3:10 am

Olha, devo começar a dizer que cada vez me rendo mais ao Alec. Quando ele entrou like a bad boy contra o demónio... Quase que sentia pena do bicho. Quase!
Oh Deus... Será que vão a tempo?
E onde andam os Arcanjos quando são necessários? Agora que podiam andar aí a brincar com as espadas é que eles desaparecem!
Haja paciência! E força para aguentar até ao próximo capítulo! Very Happy
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